quinta-feira, 26 de maio de 2011

Você não existia.

Eu joguei flores em tua porta,mas a porta
permaneceu fechada.
Escrevi poemas de meu amor e te entreguei,mas tu desprezastes meu coração.
Sorri quando você sorria.
Chorei quando você chorava.
Eu seguia os teus passos dia após dia.
Eu te tocava e você não me correspondia.
Eu te protegia.
Eu observava quando você dormia.
Me reprimia pelos cantos quando você se escondia.
Eu te tocava,mas você não me sentia.
Te abraçava,mas você não existia.

Debra Roses Of Blood.

Vale das sombras.

Eu preciso acordar desse sonho doente que criei com todo o meu ódio.
Alimentei minha tristeza por muito tempo.
Chorei sem cessar por muitos séculos.
Agora eu preciso acordar.
Minha alma adormeceu na espera de uma solução para essa aberração que perambula no vale da solidão.
Eu preciso ascender a última vela para quando a escuridão me abraçar.
Eu creio que seja tarde agora para voltar atràz.
Eu preciso acordar agora.
Eu preciso me libertar das correntes.
Eu preciso retornar a minha vida.
E encontrar meu caminho de volta...
Eu quero acordar agora.

Debra Roses Of Blood.

Funeral.

Seu coração pulsava lentamente com as últimas palavras de um ser doente.
O céu resplandecia em cinza,até o céu parecia estar em luto.
Minhas lágrimas lavavam seu rosto e ao caírem no chão se transformavam em sangue.
Seu corpo estava frio.
E eu estava do seu lado.
Com um véu negro cobri sua face.
Eu desejei cobrir a minha tristeza que era notada através de meus olhos cansados.
Eu sentia a tua presença se ausentar a cada momento que eu segurava tuas mãos já pálidas.
Eu ouvia o teu adeus mais distante a cada momento que eu te implorava pra voltar.
E cada vez mais eu mergulhava no teu mal.Eu morria por dentro em teu funeral.

Debra Roses Of Blood.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Meu anjo.

Ele deitou do meu lado tocando a minha pele.
Seu corpo era frio e calado.
Ele fechou seus olhos e mente.
Seu corpo confundia as rosas,rosas vermelhas mergulhadas em seu corpo e abrigo.
As rosas cobriam seu corpo num abraço que fincava as forças.
Meu abraço jamais o tocou.
Eu nem mesmo pude arrancar a atadura de seus lábios.
Nem mesmo liberta-lo do veneno que sucumbia em suas veias.
Eu não pude salva-lo.
Eu não pude ama-lo.
Eu jamais consegui tocar suas asas que celavam minha angustia.
Jamais consegui provar pra mim mesma que em meu toque esse anjo era real.
Eu não consegui ama-lo.
Esse foi meu mal.

Debra Roses Of Blood.

Minhas palavras.

Palavras sangravam sobre a folha de papel.
Palavras de uma alma sem cura.
As palavras choravam contando sua própria morte.
As palavras em tristeza se calavam.
As palavras perseguiam a noite,a chuva,o frio.
Num silêncio pavoroso.
As palavras fugiam quando davam conta que o sangue acabava.
Suas palavras pálidas como o vento desapareciam na poeira.
As palavras me abraçaram como eu, a alma pequena,minhas palavras que sangravam.
Minhas palavras que tentavam me salvar.
Temendo que não mais,me houvesse vida.
Minhas palavras de morte...
"Minhas palavras feridas.

Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Alma sem nome.

Sentada sobre os túmulos posso ouvir os
sussurros desses corpos.
Corpos se desfazendo como a poeira no deserto.
Ouço choros a minha frente pessoas que desejariam ainda viver.
Tenho pena de mim.
Tenho pena de não morrer.
Deitada sobre um túmulo frio.
Um túmulo frio e sem nome.
Uma alma que não teve passado.
Uma alma que não viveu.
Essa alma sempre se esconde.
A essa alma dou o meu nome.
Tristeza,solidão e dor.
Uma alma ainda vazia,em busca de seu amor.
A alma ainda canta na esperança de que alguém lhe ouça.
A alma ainda dança tristemente como eu era quando criança.

Debra Roses Of Blood.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O poeta e sua dor.

Procuro socorro na vida.
Em busca de um remédio para a dor.
E desfazer-me do abiscinto.
E desfazer-me do amargor.
Em cada poema pus a minha dor.
Para que o fardo ficasse leve.
Eu desejei encontrar o amor.
Em cada parte do dia eu chamei o amor.
Fiz injurias e longas promessas.
Mais nunca encontrei o amor.
O amor vive longe em um mundo imaginário.
Fui tola por acreditar.
Fui tola por esperar.
...E o poeta espera.

Debra Roses Of Bood.

Aberração.

Vento leve e bendito.
Leva de mim a tristeza.
Varre de mim as impurezas de meu túmulo.Faz bem breve desaparecer esta triste aberração.
A amaldiçoada aberração.
Nada pode tocar minha alma
Nada pode tocar o que não se vive.
Meus olhos estão abertos mais nada eu vejo abaixo da terra.
Vejo em mim a aberração.
A amaldiçoada aberração.

Debra Roses Of Blood.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

despedida.

Como um rio negro emano a minha dor.
No penhasco da morte apenas me há duas escolhas.
Viver ou morrer?
Ou apenas esquecer tudo.
Ou apenas recordar as tristes memorias.
Apenas uma escolha entre dois lados.
Meu coração diz leva-me avante nesse deserto silencioso.
Leva-me avante no eterno abraço de descanso.
E que cada alma como eu,possa se alimentar da verdade.
Que os sonhos impuros apodreça em seus desejos.
Que essa poesia seja viva,como um dia foi a minha vida.
Que o reflexo brilhante de cada noite permaneça em minha vida.
Que as palavras em mim sejam breves....
Tao breve como a minha despedida.


Debra Roses Of Blood. 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Alma Que choras

Ao ver de meus olhos.
A alma chora.
Mas eu sei o por que a alma chora.
Pelos olhos a alma não pode ser vista.
Mas OH,alma eu sei de tua dor.
Divide a tua amargura com a minha solidão.
Abraço-te com o mesmo desespero.
Por ti sou como a viúva em luto.
Te contemplo em forma,lavada pela chuva.
Que a chuva não cesse.
Oh,alma que choras com tanto amargor,se queres um consolo aqui eu estou.
Estende-se em meus braços e eu te cobrirei com meu amor.

Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Lamúrias.


Um corvo ferido caído sobre meus braços.
Lágrimas da chuva que choveu sem cessar.
Presente em um mundo morto que nunca soube amar.
Sou mais uma alma presa nesse desgosto.
Sou mais uma alma nobre a lutar por um belo corvo.
Sou mais uma parte insignificante da vida.
Apenas eu vejo com meus olhos de fogo.
Apenas eu enxergo através da morte.
Apenas eu canto com lamurias o canto de minha tristeza.
Apenas eu me mostro verdadeira,quando um mundo esconde o que realmente é,e exala o cheiro da mentira.


Debra Roses Of Blood.

Rosas Negras


Rosas negras caída sobre um simples túmulo.
Gotas congeladas banhando uma límpida lápide.
Uma alma sem nome.
Um alma sem vida.
Mas um lindo corvo ainda chora por essa alma.
Uma vida despedaçada ainda chora pela morte.
Fragmentos de uma alma solitária como o vento que acaricia suavemente.
Tão solitário quanto o sol que aquece nos dias de verão.
Uma alma que vive,como se ainda houvesse vida.
A mesma alma de meus sonhos.
A mesma alma que sinto presente em minha vida.
A mesma alma por quem choro...
O luto de meu espírito.


Debra Roses Of Blood.

Acorda alma fingida.

Acorda solidão...
Acorda desse descanso glorioso.
Acorda dor,desse vazio venenoso.
Acorda desse lamento impiedoso.
Acorda vida...
Acorda para a morte.
A beleza de ser negra como a noite.
A beleza de ser poeta.
A beleza do canto sem sorte.
Acorda alma fingida.
Acorda e te cobre com teu  manto de sangue.
Finge viver mesmo ferida.
Meu espírito a beleza da morte é tua.
A beleza da obscuridade está em teu coração frio.
És a razão desse vazio por quem choro.


Debra Roses Of Blood.

Anjo das sombras.

Eu estava vagando como morta,nessa estrada sem fim.
Prendendo meus últimos suspiros,para não sentir o cheiro pútrido de viver.
Uma sombra negra me fazia dançar pelo céu.
Sobre uma melodia que eu não ouvia,mas sentia dentro de mim.
E e não sentia nenhuma sentimento de culpa.
A sombra segurava o meu coração em suas mãos,mesmo assim eu ainda vivia.
A sombra secava as minhas lágrimas,lágrimas de uma vida,lágrimas de uma morte.
E Eu chorava e sorria sem sentir nada.
Apenas estava liberta...
Eu sentia dentro de mim.


Debra Roses Of Blood.

Minha Poesia.

Como agua que emana da tristeza de uma lágrima ferida.
Eu construí o meu rio de lamentos.
Como a praga que destroi a carne pragueja meu coração tenebroso.
Meu ser em febre.
Como a inocência de uma pequena criança,vive o meu silêncio.
Meu vazio sombrio,sobre mim.
Como o vento que esvoaça a vida,que não é visto apenas sentido.
O vento é minha vida que vive e que morre.
Como o assobio do vento é a minha poesia.
Escrevo e lamento de noite e de dia.
Lamento a minha poesia.


Debra Roses Of Blood. 

Tento esconder de mim.

Tento esconder as pequenas memórias de uma alma doente.
Tento esconder a dor desse veneno em minhas veias.
Tento esconder de mim a vergonha.
Tento esconder de mim a verdade.
Tento esconder a verdadeira essência pecaminosa.
Eu tento mostrar pra vida que não sou eu que estou doente.
Eu tento esconder o desprezo que tenho por minha vida.
Finjo que estou confusa para não acreditar na verdade.
Eu finjo não conhecer um mundo destruído.
Pra não temer que já é tarde.


Debra Roses Of Blood.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Anjo Caído.





Meu mundo pegou fogo nessa amargura sublime.
Nesse tormento depressivo...
Minha alma partiu em mil pedaços,minha vida pútrida e pequena...
Minha indecência humana.
Sou uma criança inocente pelo mundo.
Sou um anjo amaldiçoado pelos céus.
Meu céu negro de desespero.
Mil lágrimas minhas caíram sobre a terra,meu sangue derramado em vão.
Minha verdade viva,suas verdades escondidas.
Sou um anjo negro que se esconde no sombrio da noite...
Pela vergonha mutua de ser real.


Debra Roses Of Blood.

Fallen Angel


My world was on fire this sublime bitterness.
In torment depressive ...
My soul broke into pieces, my life and putrid little ...
My human indecency.
I am an innocent child in the world.
I'm an angel cursed the heavens.
My black sky of despair.
Thousand tears fell on my land, my blood shed in vain.
My living truth, their hidden truths.
I am a dark angel who hides in the dark of night ...
By mutual shame of being real.



Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Caída

Velejando está a minha triste vida sobre o vazio.
Enquanto eu converso com a neblina que me assola.
Enquanto arranco de mim os maus pedaços.
Enquanto tento tirar de mim toda dor.
Corro sem sentido de onde parar.
Sem descanso...
Em um sonho assustador me afogo.
Após a morte estou de volta a vida.
O vento leva de mim todo meu poder...
Estou fraca e perdida,mas não me envergonho dessa dor.
Esta dor é como uma droga que não consigo deixar.
ferida por dentro estou a delirar.
Nesta embriagues de maldição corrompida.
Caída...
Estou caída e não consigo me salvar de mim mesma.


Debra Roses Of Blood. 

domingo, 24 de abril de 2011

Sacrificio

Lava-me chuva de sangue nesta noite.
Eu grito para o vento...
Para que leve de mim tanta dor.
Leva de mim tanto sofrimento.
Meu sofrimento que é por dentro.
Em meu interior.
Jogo amargamente estas tristes lágrimas de uma triste vida em descomposição.
Quero queimar os meus cacos.
Irei me sacrificar.
E que o vento leve de mim todas as cinzas.
E que meu ser insignificante desapareça...
Eu desejo morrer.

Debra Roses Of Blood.

Poetisa da morte

Veja o choro melancólico de uma simples poetisa.
A poetisa e sua dor.
A poetisa e seu tormento insano.
A poetisa que divide seu vazio com as palavras escritas.
A poetisa em compreendida pelo mundo.
A poetisa esquecida pelas pessoas.
A poetisa que escreve com seu sangue.
A poetisa e sua poesia de morte.
Eu sou a poetisa que ama.
Eu sou a poetisa que chora.
Escrevo minhas lamentações de amor e morte.
Sou uma poetisa sem sorte.

Debra Roses Of Blood.


Frio do silêncio


Sinto o frio do silencio desta noite serena.
Sinto o teu abraço de conforto em poucas palavras de sinceridade.
Sinto o toque de teu sorriso.
O meu pensamento toca a tua face.
Até meu sopro secar as tuas lágrimas negras.
Meu coração entende o teu vazio,por que meu coração congelou contigo,nesta bela escuridão.
Somos almas em compreendidas.
Somos almas gémeas pelo mesmo desespero.
O tempo tem sido nosso inimigo nesta noite,quando ouço o teu adeus.
Eu abro meus olhos e você não está mais aqui.
Eu ainda continuo amando a tua vida em mim.
Quando você parte leva minha respiração.
Por que meu coração entende o teu vazio.
Por que meu coração congelou contigo nesta bela escuridão.
Somos almas em compreendidas.
Somos almas gemeas pelo mesmo desespero.

Debra Roses Of Blood.


Minha escuridão

Perto de ti eu tenho vida.
Perto de ti teu coração sempre compõe uma nova melodia de esperança para mim.
E eu apenas vejo tudo em seus olhos meu mundo que está do outro lado.
Eu converso com os corvos e finjo que você me responde.
Finjo que você sorri para mim quando eu preciso.
Quando sei que você está congelado.
A sua porta fechou para mim.
Estou na escuridão.
Sim estou como a noite eterna.
Estou em completa escuridão.
Estou em completo vazio.
Mais o melhor é que sua presença está comigo.
Você é minha escuridão.
Você é meu amigo.

Debra Roses Of Blood.

sábado, 23 de abril de 2011

Sombra da noite

Oh sombra da noite que queres me abraçar.
Estou fria e vazia,molhando esta terra com minhas lágrimas de sangue.
Eu choro por meu luto.
Oh sombra silenciosa que me observas com delicadeza.
Eu posso ver o teu reflexo.
Mais tua face eu não vejo.
Apenas sinto.
Apenas esta dama solitária.
Deitada sobre este túmulo.
Eu escrevo o meu nome nesta lapide com o meu sangue.
Eu suspiro minha ultima fraqueza.
Eu digo adeus a minha vida.
Eu abraço-te oh amada sombra.
Eu durmo em tua grandeza.


Debra Roses Of Blood

Meu espírito

Veja os meus pés sangrentos sobre os espinhos.
Quem chorou por ti.
Quem lutou por ti.
Quem abraçou a escuridão por ti.
Veja a minha vida dançar no esquecimento.
Veja a insignificância de meu tormento.
Veja a terra onde você me enterrou.
Eu vejo o teu sorriso.
Eu vejo cada traço da sua vida.
Eu sempre estive com você,e você nunca percebeu.
Abra os seus olhos agora e veja quem morreu por você.
Verás o meu espírito.


Debra Roses Of Blood.

Você me matou


Você abriu minha ferida de morte.
Me envenenou com seus espinhos.
Você me trancou nesta solidão,levou meu coração contigo.
A porta do meu ser está fechada.
Eu desejo me libertar.
Por que não vejo mais nada nesta escuridão.
O vento me conduz nesta louca solidão.
Você pisou em meu sangue.
Fechou seus olhos para não ver quando eu sangrava.
Você me matou por dentro.
Você levou meu coração.
Agora sou um ser doente.
Vivo em completa escuridão.


Debra Roses Of Blood.

Suicídio da alma

Vou contemplar a lua.
Vou contemplar o desespero de um mundo interior.
Vou contemplar o que ainda escrevo.
Vou rir do que ainda me faz chorar.
Vou contemplar a dor de meu fim.
O suicídio da minha alma.
Vou me ver sangrar até o ultimo suspiro.
Vou sofrer sozinha.
Sozinha como sempre fui.
Vou contemplar meu esquecimento.
E  irei desaparecer desta terra.
Darei adeus a esse sofrimento.
O suicídio da minha alma.


Debra Roses Of Blood.

Te amo

Ao teu encontro eu desejo libertar de mim o que te pertence...
E eu nego a libertar.
Por que eu te amo com dor e angustia.
Te amo e nego esse amor.
Eu me fecho por dentro.
Eu enveneno a minha alma.
Por que é melhor eu te amar chorando,do que te amar morrendo.
Prendendo este amor eu ainda vivo e fasso de conta que você também me ama.
Eu choro por você,mas me conforto ao ver que você está bem e perto de mim.
Eu finjo que estamos juntos.
Eu finjo que estou feliz.
Eu estou feliz com você.


Debra Roses Of Blood.

Me chame

Me chame oh doce angustia pro teu mar de fuga.
Mata rapidamente essa vida em meu ser.
Quero me envenenar em teu desejo.
Quero deitar em teus braços oh doce descanso.
Quero sentir o teu acariciar em meus cabelos negros.
Quero a tua presença constante em minha vida oh amada ilusão.
Quero ser amada pelo vazio dos sentimentos.
Desejo viver com meu coração congelado.
Desejo ser fria como a noite.
Desejo descansar nos braços da morte.
Darei adeus a vida.


Debra Roses of Blood.

terça-feira, 19 de abril de 2011

amor distante

No silêncio de um céu azul triunfante,meus olhos se perdem diante de tão encantadora beleza.
Sinto uma enorme paz envolver os meus pés descalços, sobre a terra fria.
Observando um mutuo sorriso,vindo de teus lábios...
Lábios rosados que parecem em contorno de sangue.
teu perfume embebece os campos embriagando as minhas narinas.
meu sorriso procura o teu entre os laços da distância.
Entre este sentimento tão belo tudo parece tão perto.
Eu até vejo a tua fragilidade sobre este tormento de sonhar.
Os pássaros cantam eu posso vê-los da minha janela.
Um som de vazio, como a tua voz ausente.
Através da lua, eu vejo teus olhos lacrimejando numa distância.
Numa saudade que também parte meu coração.
Sim,oh doce suspiro de constentação.
Teus olhos me chamam ao longo da distância.
A minha mão procura a tua sobre o leve frio da terra.
Meus olhos procuram os teus olhos a cada batida do meu coração.
Meu ser tende a esperar para viver-mos em um livre arbítrio.
Meus coração te espera sem retorno.
Por que eu não quero acreditar que você se foi.


Debra Roses of Blood

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cântico de lamentações


Lua do desespero...
A dama da noite te fez um cântico de lamentações.
Tão bela é a tua luz.
Tão belo é o teu silêncio.
Eu canto para ti com toda a minha dor e angustia.
Por que sei o quanto estou presa.
Por que sei o que ninguém me ouvirá.
Por que é perpetua a minhas lamentações.
Passei além de meu querido.
Além daquele que me amou.
Ele caiu tão longe de mim.
Ele se foi como a brisa leve de uma tarde de  verão.
Ele se foi, e eu sei que ele não voltará.
Eu sei que ele não irá acordar.
Oh,lua silenciosa...
Eu desejo dormir com ele...
Eu não quero mais que esse meu corpo viva.


Debra Roses of blood.

Cantai oh minha alma


Cantai oh minha alma.
Pequena alma liberta a tua tristeza e se mostra tão bela quanto a lua.
Deixa a  brisa da noite te entorpecer.
Deixa o canto dos mortos te envolver.
O teu sono está bem leve,e bem leve é teus pesadelos.
Oh alma que choras a beira do açoite.
Não temas a minha morte.
Minha libertação é esta noite.
Sonhai...
Sonhai com os momentos bons.
Sonhai que não houve dor.
Vigiai no deserto a minha amada morte.
Cantai duetos de lamentações.
Cantai ao meu nome.
Choreis em meu nome.
Lembreis apenas de um sorriso meu dado a minha morte.
Descansai...
Descansai desse trageto impuro.
Descansai do nada.
descansai de tudo.


Debra Roses of blood. 

Manto negro


Não quero em minhas mãos teu coração de porcelana.
Não quero tua fragilidade em meus braços.
Não quero ver o teu sorriso hipócrita.
Nem mesmo o teu perecer mentiroso.
Eu quero permanecer na mesma solidão perfeita.
Eu ando sozinha.
Eu vivo sozinha.
Eu e meu manto negro.
Eu e meu luto completo.
Eu sou uma dama negra.
Meu viver é dileto.
Lamentar é mais um desejo,se não sei o que é certo.


Debra Rosos of blood.

Dom

Oh,dom.
Dom de perfeita solidão.
Dom de ser poetisa.
Dom de se impor ao sacrifício.
Dom de uma repleta beleza.
Que abraça meu coração em desespero.
Dom justo de melancolia.
Por que meu coração acorda nessa melodia de palavras.
Por que meu olhos enchem de esperança,ao se encontrar com o brilho da noite.
Por que a minha boca se cala quando o meu coração grita em desespero.
Enquanto eu jogo minha vida a o mar o vento sempre me traz de volta uma nova realidade a minha porta...
E o mundo não conhece mais quem eu sou.


Debra Roses of blood.

domingo, 17 de abril de 2011

Rosas de sangue


As rosas dançam sobre meu túmulo.
A noite brilha sobre o meu poder de desejo.
Estou congelada sobre a terra.
Minha alma dança com as rosas de meu sangue...
Minhas rosas de sangue.
Eu observo o mundo em silêncio.
Relembro minha bela morte.
Meu espírito está dançando.
Meu rosto banhado em lágrimas de luto.
Meu confortável descanso.
Estou sobre as rosas de sangue.

Sono perfeito


Oh, alma que idolatra a noite.
Teu luto é  uma eterna escuridão.Teu luto por tua própria vida.
Oh,alma cansada de chorar.
Tua morte tarda.
Tua alma quer ser livre.
Livre da dor.
Tua vida já debate em agonia.
triste alma.
Tua alma precisa dormir.
Por que é a alma que chora.
Teus olhos querem repousar agora.
Prepara o teu leito, oh alma que se afoga em dor.
Prepara-te para o sono perfeito.
Dorme criança...
No teu demorado suicídio.


Debra Roses of blood.

Cisne negro

O cisne negro dança sobre o céu.
O cisne ferido.
O cisne em valsa no céu.
O cisne amigo.
O belíssimo cisne negro.
o cisne voa sobre a minha cabeça.
O cisne chora sobre mim.
O cisne me toca suavemente como uma melodia.
E eu choro com cisne.
O cisne me mostrou como é o amor.
E eu contemplei sua face.
O cisne voa ao mar e mergulha no mais profundo do oceano.
O cisne ferido,levo meu coração.
O cisne que eu amo.


Debra Roses Of blood.

Em um tempo

Em um tempo vi chorar a tristeza de uma alma incompeendida.
Um fantasma a atravessar vidas,e nunca ser notado.
Um espírito solitário...
Em um tempo vi correr a inocência,ferida com um enorme sorriso de compreensão.
Uma criança pura,brincar ao vento.
E nunca ser amada.
Em um tempo vi o amor tocando cada ser vivo.
Amando e sendo amado.
Mais agora esse amor foi esquecido.


Debra Roses of  blood.




No frio da escuridão

Nos sonhos que eu tive,prendi a respiração.
Uma sufocante poetisa e sua melancolia robusta.
Mais uma alma tola em seu viver.
A invejar o brilho da noite e o sereno da madrugada.
A cantar no frio da escuridão.
Meu lindo canto de tristeza.
Minhas lamentáveis palavras desenhando um céu,da cor de meu luto.
Com a beleza de meu fim.
Com um alivio de ver tudo acabar.
Sinto orgulho em dizer que sou como o sol quieto e solitário.
Sinto orgulho em dizer que sou como a lua fria e morta.,mas com um brilho que alimenta a frieza.
Sou fria como o gelo.
Sou silenciosa como um túmulo.
Sou obscura pela minha tristeza.


Debra Roses of blood.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Eclipse

Olhos fumegantes de ódio,odiando o que preciso.
Seu delicado sentimento de pena.
Seus olhos rancorosos rasgando o meu espírito.
Minha bela lua.
Meu esperado eclipse da meia noite.
Meus desejos de poetisa.
Meu delicado conceito de inocência.
Minha bela composição indecente.
Meu lento respirar.
Minha triste despedida.
Meu tocante suicídio.
Minhas pequenas gotas de vida desenhando minhas cartas.
Minhas cartas de morte.
Minhas cartas de despedida.


Debra Roses of blood. 

Mortal

Descansa em minha vida meu pobre mortal.
Na tristeza de ter ida.
No trajeto de cada dia.
Nos pedaços de cada sonho.
Sem orgulho.
Abre teus olhos a minha amada morte.
A qual eu devo toda a minha vida.
Entrega-me a tua vida.
Falece neste sono impuro.
Deita teu corpo fora.
bebe da taça perdida,esgotada de teu julgo.
Teu cheiro é suave.
Suave como gotas de orvalho caindo sobre os campos da terra.
Tua pele jaz pálida como a beleza de nossa lua.
E teu suspiro como o silêncio tumular dos que já dormiram.
Descansa em minha vida meu pobre mortal.
Agora jaz teu imortal.
dentro de mim.