segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Amargor do veneno.

Pra conhecer o amargor do veneno que mata a alma.
Apenas outra alma na mesma dor.
Almas gêmeas na melancolia de viver na solidão.

Como um ser vivendo sem sentido.
Um ser tão frio e solitário.
Meu ser debate em desespero.
por que o meu coração é tão fraco em aceitar esse destino tão inútil.
Eu também reconheço tua dor oh doce criança.
Tu és solitária como eu.
Vinde a mim anjo cansado.
Vamos suprir nossas dores.
Vamos dividir nossas lágrimas e amargores.

Lady Debra Roses Of Blood.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Luto piedoso.

Piedoso luto.
Caminhos avantes sobre espinhos devastadores.
Piedoso luto.
A vida virou as costas para ti oh triste alma.
Abraça o piedoso luto.
Para sempre é um tempo que a maldita imperfeição reservou para ti oh fraqueza.
Se cobre no piedoso luto.
O caminho percorrido por dias traiçoeiros não acabaram pela tua ingratidão.
O piedoso luto não fracassou.
Sombra que anda cansada sem saída.
Sombra ferida que só faz chorar.
Chora pelo piedoso luto.
O Luto nunca te deixou.
Luto.
Luto por teu luto.


Debra Roses Of  Blood.

Chuva sangrenta.

O céu se formou em nuvens de sangue.
Chuva sangrenta sobre a face da terra.
O céu em pranto.
Lágrimas de morte.
Um pesadelo real.
Indícios marcantes do mal.
O horror de uma vida longa de medo e dor.
Uma vida sem viver.
Almas sofridas.
Almas cruéis.
Almas corrompidas.
Eu as vejo,com meu medo.
Com a minha dor.
Vejo o mar de tortura a minha frente.
Vejo o céu desabar em lágrimas cruéis sobre mim.
Vejo a luz se alimentar de minha angustia.
Vejo o universo desabar e eu continuo viva por fora.
Viva sem ser vista.
Viva como a morte que é percebida.
Pois hoje a morte vem,e amanhã a morte se desfaz.
Como o vento que se vai...
Quem parte é ficado para traz.


Debra Roses Of  Blood.

Talvez amanhã.

Talvez amanhã eu encontre minha alma perdida por aí.
Entre sombras que não conheço.
Talvez amanhã me veja como alguém que tenha merecido viver de verdade.
Talvez amanhã eu possa dizer que conheci o amor.
Talvez amanhã eu nunca tenha conhecido o que é dor.
Talvez amanhã eu possa sangrar até a morte ao invés de você.
Talvez amanhã seja eu deitada sobre a terra fria.
Talvez amanhã seja eu a receber em meu túmulo flores e lágrimas reais.
Talvez amanhã seja eu a sofrer por seu amor.
Talvez amanhã eu possa esquecer de tudo o que  sei, e senti ao perde-lo.
Eu desejo esquecer.
Esquecer o que sou.
Esquecer do amor que o deixou.


Debra Roses Of  Blood.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sobre demônios.

Flutuando num rio de lágrimas amargas que juntei ao naufragar.
Repousando sobre demônios que vivem a me atormentar.
Costurando minhas vestes brancas agora vermelhas e brilhantes.
Tingi com o meu sangrar.
Sim no inferno.
Eis o inferno ao meu lado.
Eis o campo de batalha no fim da morte.
Nenhum guerreiro a me salvar.
Sozinha.
Caminhando sozinha.
Lutando sozinha.
No final de meu tempo.
Em um instante.
Em um momento.
Estou sobre demônios que querem me atormentar.
Estou orando baixinho para que alguém perceba a minha dor.
Consumida pelo espírito do amargor.
Onde está aquela Bela Dama que eu fui?
O tempo me apagou.

Debra Roses Of Blood.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sangue e morte.

Tão pútrida e revestida.
Vermes e criaturas insanas.
Vergonha de viver.
Terra perdida.

Sangue e morte que a noite esconde.
Rastejando contra o medo.
Implorando por poder.
Desejando para a morte socorrer.

No mundo a sugeira vive.
Com criaturas estranhas a prosseguir.
Sem vida e sem amor é que se vive.
Oh Deus será se o amor existe?

Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tudo se apagou.

A ti cair da aurora tua retina serena a me espreitar.
A ti velha onda do norte que vai e que flutua por meu lento andar.
Com velhas marcas e flores mortas rabiscando pelas sombras que pairam ao meu peregrinar.
Sombras que rondam me enlouquecendo loucura infernal,que me fazem cair e chorar.
O que outrora havia vida agora a luz já apagou.
Estou ascendendo velas adornando meu esplendor.
Sozinha como uma criatura moribunda não adianta mais sufocar.
Por que até o último brilho de meu sorriso no mar profundo morreu.
Sou agora vestígios de um espírito vago.
Aquela que nunca ganhou o amor.

Debra roses of blood.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vida e Morte.

Junto ao seu sangue a espada refletia vida,
vergonha e medo.
Sangue sujo lavado pelo desprezo.
Uma vida insignificante ao chão.
A alma arrependida ao lado do corpo
chorava.
Chora agora por tudo que passou.
Uma vida inteira que não viveu nada.
Nenhum sorriso.
Apenas lágrimas.
Apenas olhares tremúlos ao vento.
Apenas uma dor tragada pelo tormento.
Uma aberração abaixo do véu.
Uma matéria nunca vista.
Ninguém viu seus debates de dores.
Ninguém sentiu a sua presença,ou
contemplou seus valores.
Ela nunca viveu...
De que vale no mundo eu sonhar?
Do que vale no mundo eu viver?
Eu fui um ser normal,mas ninguém me percebeu.
De que vale no mundo eu chorar?
Do que vale no mundo eu ser eu?
Se ninguém me estendeu a mão.
Apenas a fria lâmina me socorreu.


Debra Roses Of Blood.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Melodia de minha alma.

Oh,quanto é grande a minha dor e angustia.
Oh,quanto é grande o meu desprezo.
A solidão em mim soa como melodia.
A melodia da minha alma ferida.
Eu grito em desespero como um ser amarrado a tortura.
A minha alma está  morrendo.
Posso ver o céu se desfazendo.
Posso ver a vida derretendo.
Estou me afogando por dentro.
Desabafar comigo mesma alivia por um momento tão grande fardo.
Esse fardo é leve e suave.
Apenas desejo desaparecer antes que o mundo,
para não ver criaturas hipócritas a minha volta,
tentando se arrepender.


Debra Roses OF Blood.

Romance Vampiro.

A lua branda triunfante sobre os corpos caídos de desejo.
Desejo de sangue.
Desejo de amor.
A névoa da noite cinzenta corrompe dois corpos a dançarem em sintonia.
Em seus lábios venenos penetrantes.
A lua testemunha de cada detalhe insano.
Dois corpos se amando.
Amor de eternidade.
Amor e amizade.
No chão sangue.
Sangue na terra.
Sede.
Rogando a sede de um cálice selvagem.
A lua se desfaz nas cinzas do chão.
E os eternos amantes desaparecem na escuridão.


Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nua e serena.

Nua e serena.
Oh lua a contemplar dores.
Oh lua a qual seus olhos não fecham.
Lua que me ver hoje.
A mesma lua que presenciará o meu fim.
Lua bendita arranca de mim parte dessa
dor.
Liberta de mim essa doença.
O amor.
Que me faz sofrer e sentir dor.
Eu choro por que te vejo na minha escuridão.
Tão fria.
Tão quieta.
Tão eterna.
Sem coração.
Sem amar.
Eu te invejo bela lua.
Lua que ilumina perfeitamente a noite.
Meus olhos cansados já estão fechando.
Eu morrerei te contemplando.


Debra Roses Of Blood.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

É o fim.

É o fim.
O medo pulsa meu coração arfando.
É a dor.
É o frio na minha alma.
É o fogo massageando a minha pele.
Socorro!
É o que se ouve vindo das chamas.
Pecados sendo arrancados pelo fogo.
Blasfémias jorradas pelo ódio.
Almas de joelhos prostrados.
Implorando fim ao sofrimento.
Pobre crianças tolas.
Não há mais nada a fazer.
Apenas morrer e morrer e morrer.
Morrer e continuar vivo.
Morrer e não morrer.
Implorações a morte.
A morte não mais ouve.
Estamos ardendo no fogo.
Estamos queimando as pestes.
Queimando vidas.
Limpando feridas.
Pois já é o fim.


Debra Roses Of Blood.

Em cinzas.

Clama oh alma ferida.
Lamenta ao teu criador.
Recorre nas noites serenas.
Em vitupério a tua dor.


Vaga com a tua face fria.
Vaga com a tua face nua.
Oh canta sublime é teu canto.
Rogai a tua preciosa lua.


Chorai pois tão triste é o teu alegre.
Chorai a falsa grandeza da vida.
Fechai as portas do céu.
Andai na terra ferida.


Em galardão recolhe no vento as tuas
cinzas.
Em orgulho nega-te a doença do mundo.
Resguardai oh alma da mentira e do
medo.
Abre teus braços para a noite.
Volta ao teu abrigo profundo.


Lady Debra Roses Of Blood.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O guerreiro das sombras.

Ele veio do céu como um cavalo alado.
Bradejando com sua espada de fogo.
Em luta.
Em guerra.
Adorava a noite que encobria seus guerreiros da morte.
Seus olhos ardiam em ódio.
O bravo guerreiro das sombras.
A favor da morte que lhe traía.
O guerreiro de dor e ódio.
O guerreiro que se envolvia nos destroços
da vida.
E ria da podridão do mundo.
E ria da nação ferida que a si mesmo cortava.
O guerreiro era o mais vivo e seu choro o
mais alegre.
Por que o guerreiro via o mundo suicidar.
Vida por vida.
E o guerreiro da morte apenas a observava.


Lady Debra Roses Of Blood.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Horror e ilusão.

Ventos e trovões ressuscitam a minha
morte.
Como uma chuva fria que vem do norte.
A neblina mostra-me o caminho.
Atravessando o sangue de meus cortes.
Abraço o sepultamento da carne que
outrora foi vida.
A minha alma perdida no caminho da morte.
Outrora ajoelhei sobre a terra.
Sobre um impiedoso ato de humilhação.
A minha alma implorou aos Deuses.
Tira-me de tão grande aflição.
Traída pela triste vida,não me ouve receita
Não me ouve saída.
Meu corpo pouco a pouco em decomposição.
Mais vermes...
Mais mentira.
não há perdão.
Eu me levantei da terra.
Destinada a viver num mundo cheio de
horror e
ilusão.


Debora Roses Of Blood.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sem tardar.

Ao alvorecer de cada capítulo rabiscado
de minha vida deito na imensidão do deserto vigiando o norte a espera de que as areias frias me tragam mais do que as tuas tristes memórias.
Rabisco o chão martirizando meu próprio
sangue para ouvir você cantar.
Rogo ao que não me ouve mas eu prefiro
acreditar.
Que a dor é passageira e que breve é o
seu voltar.
Me passo por tola no mundo mas que não
me entende, nunca soubera o que é amar.
Pois é como a alma distante e um corpo
que não consegue se levantar.
É como a caminhada no horizonte e o nada
que ninguém consegue explicar.
Que os ventos me levem distante onde eu possa enterrar.
Tudo o que me mata e abrange.
Tudo que eu não quero citar.
Por que sou o silêncio que sofre bem longe
Que vive.
Que chora.
Que teme.
E não se tarda a esperar.


Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Deitada ao alvorecer.

Chamas negras nos meus mais tenebrosos
sonhos.
Imagens,velhos reflexos de mim no
espelho.
A mais perfeita tristeza.
Toco levemente o que me separa da realidade.
Eu me escondo por que ainda continuo sangrando.
Nos meus olhos invento o amor por traz
de uma cortina onde se esconde a minha dor.
Deito ao alvorecer ainda a esperar aquele que carrega a minha alegria.
Me deleitarei em seus braços.
Voarei pelo céu.
Caminharei sobre o mar.
Da vida terei repouso.
Quando eu descobrir o que é amar.


Debra Roses Of  Blood.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bilhete de adeus.

A minha alma despedaçada.
tocada por uma lamina gelada.
Sozinha sangrava.
Sozinha morria.
A minha alma sorria,sobre seu próprio pranto.
A minha alma caía.
Ela sorria para a escuridão que assim a perseguia.
Sua noite eterna...
Sua noite sombria.
Minha alma em seu berço de amor.
Presa em sua dor.
Minha alma caía.
É dor...
É amor...
É morte.
É sua amante dor.
É sua nobre despedida.
Um ultimo bilhete de adeus.
Seu único momento de vida.


Debra Roses Of Blood.

Na escuridão.

Minha alma canta inconsciente.
Minha alma rasgada por uma lamina quente.
Minha alma vagava...
Minha alma inocente.
Murmúrios de dor,uma dor sanguinária.
Uma dor comovente.
A dor em meu peito chora.
Consequente a sangrar e sangrar.
Minha vida em sangue.
Minha vida insignificante.
Minha alma sonhava num tempo passado.
Amava e matava com a dor ao seu lado.
Minha alma vivia.
Minha alma respirava.
Minha alma vazia.
E na escuridão a minha alma sorria.
Com o abraço sombrio de uma noite fria.
Minha noite eterna...
Minha doce alegria.


Debra Roses Of Blood.

sábado, 11 de junho de 2011

Pálido.

Dançastes como uma melodia embriagante.
Reflectistes uma beleza negra em meus
olhos contempladores.
Te abracei em nosso mundo perfeito.
Eu o amei.
O observei ao escrever este poema.
O vi como a vida que flui na criatura mundana.
Eu sentia a tua presença em mim.
Derramei meu sangue para escrever minha vida para ti.
Palavras guardadas de meu amor insignificante.
Eu tive medo de morrer contigo.
Você dorme pálido em meu reino.
Seu túmulo está em meu cemitério de dor.
Anjo dos meus sonhos.
Minha dolorosa lembrança,vestida em tuas vestes negras,feitas por lágrimas de meu
amor ferido.
Meu amor que foi enterrado contigo.


Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O adeus do amor.

Ele surgiu da neblina.
Em suas mãos haviam ataduras.
Ele era pálido como a lua.
Ele chorava.
Sua voz era um eterno silêncio.
Ele me falava através de seus olhos.
Ele sorria.
Ele mentia.
Senti o fardo de sua dor,quando ele mostrava seus espinhos.
Seu corpo temia.
Ele tocava o meu rosto murmurando
algo que eu não compreendia.
Mas suas lágrimas falavam tudo o que eu sentia.
Meu coração também sangrava.
Ao lado daquele precioso ser.
Pude ver que ele me amava.
O primeiro raio de luz solar nos separou.
Num adeus distante ele me acenou.
Me mostrando seu corpo caído no quarto.
Ele era meu grande amor.


Debra Roses Of Blood.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Noite.

Rogo-te preciosa noite.
A tua preciosa beleza.
Amo-te com fervor e devoção.
Noite...
Deusa...
Minha amada.
Louvo-te com adoração.
Noite de encanto.
É pra ti que eu canto.
Vivo em teu mistério.
Minha preciosa noite.
Me entrego a tua miragem
Noite...
Meu açoite...
Minha vida ambulante.
Desejo ser fiel.
Desejo ser amada.
Desejo ser a tua aliada.
Aliada a minha noite.


Debra Roses Of Blood.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Terra de guerra.

Eu vivo rodeada por pessoas,mas essas pessoas são como o nada.
Eu vivo em um mundo,mas o mundo não vive em mim.
Eu vivo e sei que não vivo.
Sou como o ar e ninguém me ver.
Não desejo ser vista.
Desejo apenas ser esta criatura solitária amiga de si mesma.
Minha amiga,minha solidão.
Minha eterna companhia.
Minha estrada é um deserto pútrido.
Nos meus campos não tem mais flores.
No meu céu não tem mais sol.
No meu mundo não tem mais pessoas.
No meu mundo não tem amores.
No meu mundo não tem sorte.
No meu mundo não tem esperança.
No meu mundo só tem morte.


Debra Roses Of Blood.

Pobre criatura.

No mistério da noite eis a alma doente.
Eis uma criatura ferida por suas próprias
mãos.
Nada pode salvar a criatura.
A criatura está doente,seu sangue escorre de sua face,seu sangue quente.
A criatura se afoga em sua loucura.
É a maldição dos condenados.
A criatura clama...
Socorro,um socorro que não atende.
Sua esperança está enterrada junto de corpos insignificantes.
Somos a doença.
A criatura sofre se debatendo mas a morte apenas a observa ao longe.
Seu tormento é eterno,seu tormento é constante.
Pobre criatura a qual não posso salvar.
Não posso salvar a mim mesma.

Debra Roses Of Bood.

O fantasma.

Ele me contempla a noite enquanto eu durmo.
Enxuga minhas lágrimas quando eu choro.
Ele me abraça quando eu estou me lamentando.
Ele está presente quando eu abro meus olhos.
Sorri quando eu chamo seu nome.
Ele permanece junto a mim na escuridão e quando raia o dia ele desaparece.
Ele me ama por que sacrificou seu sono para ficar comigo.
Ele me espera.
Ele me chama.
Posso ver o outro lado da vida através de seu ser.
Seu reflexo em meu quarto.
Eu ouço o seu chamado.
O chamado do meu lindo fantasma.
O fantasma que vive ao meu lado.

Debra Roses Of Bood.

Minha triste vida.

Vida minha triste vida.
Vida a qual lamento constantemente.
Vida a qual eu choro por sua triste sorte.
Vida assombrada por minha alma sofrida.
Desejo a tua inimiga morte.
A qual se esconde de mim e sempre foge.
Minha amada e sombria esperança me sustento em ti minha sorte.
Lamento dia a dia por esta mesma agonia,
que me assola,que me assombra,que me devora.
Lamento por mim,por minha frieza,por minha moleza.
Lamento pelo que eu vivo.
Lamento pelo que escrevo.
Lamento ainda mais pelo meu desprezo.
Pois eu vivo sem sonhar,vivo e me esqueço.
Debra Roses Of Bood.

Viúva da morte.

Dai-me os teus desejos estrelas de sangue.Dai-me a vida de uma alma caída.
Julgo-me perfeita nessa beleza estotiante.
A noite inveja o meu luto.
Faz-me ouvir teu lindo canto de amor...
De dor...
De morte.
Eu já não choro mas em teu túmulo,a frieza de tua face congelou meus sentimentos.
Faz-me ouvir tua voz preciosa.
A alegria de teu descanso.
Assim como a frieza da chuva que vem do norte.
Eu amei apenas a tua morte.

Debra Roses Of Blood.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Você não existia.

Eu joguei flores em tua porta,mas a porta
permaneceu fechada.
Escrevi poemas de meu amor e te entreguei,mas tu desprezastes meu coração.
Sorri quando você sorria.
Chorei quando você chorava.
Eu seguia os teus passos dia após dia.
Eu te tocava e você não me correspondia.
Eu te protegia.
Eu observava quando você dormia.
Me reprimia pelos cantos quando você se escondia.
Eu te tocava,mas você não me sentia.
Te abraçava,mas você não existia.

Debra Roses Of Blood.

Vale das sombras.

Eu preciso acordar desse sonho doente que criei com todo o meu ódio.
Alimentei minha tristeza por muito tempo.
Chorei sem cessar por muitos séculos.
Agora eu preciso acordar.
Minha alma adormeceu na espera de uma solução para essa aberração que perambula no vale da solidão.
Eu preciso ascender a última vela para quando a escuridão me abraçar.
Eu creio que seja tarde agora para voltar atràz.
Eu preciso acordar agora.
Eu preciso me libertar das correntes.
Eu preciso retornar a minha vida.
E encontrar meu caminho de volta...
Eu quero acordar agora.

Debra Roses Of Blood.

Funeral.

Seu coração pulsava lentamente com as últimas palavras de um ser doente.
O céu resplandecia em cinza,até o céu parecia estar em luto.
Minhas lágrimas lavavam seu rosto e ao caírem no chão se transformavam em sangue.
Seu corpo estava frio.
E eu estava do seu lado.
Com um véu negro cobri sua face.
Eu desejei cobrir a minha tristeza que era notada através de meus olhos cansados.
Eu sentia a tua presença se ausentar a cada momento que eu segurava tuas mãos já pálidas.
Eu ouvia o teu adeus mais distante a cada momento que eu te implorava pra voltar.
E cada vez mais eu mergulhava no teu mal.Eu morria por dentro em teu funeral.

Debra Roses Of Blood.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Meu anjo.

Ele deitou do meu lado tocando a minha pele.
Seu corpo era frio e calado.
Ele fechou seus olhos e mente.
Seu corpo confundia as rosas,rosas vermelhas mergulhadas em seu corpo e abrigo.
As rosas cobriam seu corpo num abraço que fincava as forças.
Meu abraço jamais o tocou.
Eu nem mesmo pude arrancar a atadura de seus lábios.
Nem mesmo liberta-lo do veneno que sucumbia em suas veias.
Eu não pude salva-lo.
Eu não pude ama-lo.
Eu jamais consegui tocar suas asas que celavam minha angustia.
Jamais consegui provar pra mim mesma que em meu toque esse anjo era real.
Eu não consegui ama-lo.
Esse foi meu mal.

Debra Roses Of Blood.

Minhas palavras.

Palavras sangravam sobre a folha de papel.
Palavras de uma alma sem cura.
As palavras choravam contando sua própria morte.
As palavras em tristeza se calavam.
As palavras perseguiam a noite,a chuva,o frio.
Num silêncio pavoroso.
As palavras fugiam quando davam conta que o sangue acabava.
Suas palavras pálidas como o vento desapareciam na poeira.
As palavras me abraçaram como eu, a alma pequena,minhas palavras que sangravam.
Minhas palavras que tentavam me salvar.
Temendo que não mais,me houvesse vida.
Minhas palavras de morte...
"Minhas palavras feridas.

Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Alma sem nome.

Sentada sobre os túmulos posso ouvir os
sussurros desses corpos.
Corpos se desfazendo como a poeira no deserto.
Ouço choros a minha frente pessoas que desejariam ainda viver.
Tenho pena de mim.
Tenho pena de não morrer.
Deitada sobre um túmulo frio.
Um túmulo frio e sem nome.
Uma alma que não teve passado.
Uma alma que não viveu.
Essa alma sempre se esconde.
A essa alma dou o meu nome.
Tristeza,solidão e dor.
Uma alma ainda vazia,em busca de seu amor.
A alma ainda canta na esperança de que alguém lhe ouça.
A alma ainda dança tristemente como eu era quando criança.

Debra Roses Of Blood.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O poeta e sua dor.

Procuro socorro na vida.
Em busca de um remédio para a dor.
E desfazer-me do abiscinto.
E desfazer-me do amargor.
Em cada poema pus a minha dor.
Para que o fardo ficasse leve.
Eu desejei encontrar o amor.
Em cada parte do dia eu chamei o amor.
Fiz injurias e longas promessas.
Mais nunca encontrei o amor.
O amor vive longe em um mundo imaginário.
Fui tola por acreditar.
Fui tola por esperar.
...E o poeta espera.

Debra Roses Of Bood.

Aberração.

Vento leve e bendito.
Leva de mim a tristeza.
Varre de mim as impurezas de meu túmulo.Faz bem breve desaparecer esta triste aberração.
A amaldiçoada aberração.
Nada pode tocar minha alma
Nada pode tocar o que não se vive.
Meus olhos estão abertos mais nada eu vejo abaixo da terra.
Vejo em mim a aberração.
A amaldiçoada aberração.

Debra Roses Of Blood.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

despedida.

Como um rio negro emano a minha dor.
No penhasco da morte apenas me há duas escolhas.
Viver ou morrer?
Ou apenas esquecer tudo.
Ou apenas recordar as tristes memorias.
Apenas uma escolha entre dois lados.
Meu coração diz leva-me avante nesse deserto silencioso.
Leva-me avante no eterno abraço de descanso.
E que cada alma como eu,possa se alimentar da verdade.
Que os sonhos impuros apodreça em seus desejos.
Que essa poesia seja viva,como um dia foi a minha vida.
Que o reflexo brilhante de cada noite permaneça em minha vida.
Que as palavras em mim sejam breves....
Tao breve como a minha despedida.


Debra Roses Of Blood. 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Alma Que choras

Ao ver de meus olhos.
A alma chora.
Mas eu sei o por que a alma chora.
Pelos olhos a alma não pode ser vista.
Mas OH,alma eu sei de tua dor.
Divide a tua amargura com a minha solidão.
Abraço-te com o mesmo desespero.
Por ti sou como a viúva em luto.
Te contemplo em forma,lavada pela chuva.
Que a chuva não cesse.
Oh,alma que choras com tanto amargor,se queres um consolo aqui eu estou.
Estende-se em meus braços e eu te cobrirei com meu amor.

Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Lamúrias.


Um corvo ferido caído sobre meus braços.
Lágrimas da chuva que choveu sem cessar.
Presente em um mundo morto que nunca soube amar.
Sou mais uma alma presa nesse desgosto.
Sou mais uma alma nobre a lutar por um belo corvo.
Sou mais uma parte insignificante da vida.
Apenas eu vejo com meus olhos de fogo.
Apenas eu enxergo através da morte.
Apenas eu canto com lamurias o canto de minha tristeza.
Apenas eu me mostro verdadeira,quando um mundo esconde o que realmente é,e exala o cheiro da mentira.


Debra Roses Of Blood.

Rosas Negras


Rosas negras caída sobre um simples túmulo.
Gotas congeladas banhando uma límpida lápide.
Uma alma sem nome.
Um alma sem vida.
Mas um lindo corvo ainda chora por essa alma.
Uma vida despedaçada ainda chora pela morte.
Fragmentos de uma alma solitária como o vento que acaricia suavemente.
Tão solitário quanto o sol que aquece nos dias de verão.
Uma alma que vive,como se ainda houvesse vida.
A mesma alma de meus sonhos.
A mesma alma que sinto presente em minha vida.
A mesma alma por quem choro...
O luto de meu espírito.


Debra Roses Of Blood.

Acorda alma fingida.

Acorda solidão...
Acorda desse descanso glorioso.
Acorda dor,desse vazio venenoso.
Acorda desse lamento impiedoso.
Acorda vida...
Acorda para a morte.
A beleza de ser negra como a noite.
A beleza de ser poeta.
A beleza do canto sem sorte.
Acorda alma fingida.
Acorda e te cobre com teu  manto de sangue.
Finge viver mesmo ferida.
Meu espírito a beleza da morte é tua.
A beleza da obscuridade está em teu coração frio.
És a razão desse vazio por quem choro.


Debra Roses Of Blood.

Anjo das sombras.

Eu estava vagando como morta,nessa estrada sem fim.
Prendendo meus últimos suspiros,para não sentir o cheiro pútrido de viver.
Uma sombra negra me fazia dançar pelo céu.
Sobre uma melodia que eu não ouvia,mas sentia dentro de mim.
E e não sentia nenhuma sentimento de culpa.
A sombra segurava o meu coração em suas mãos,mesmo assim eu ainda vivia.
A sombra secava as minhas lágrimas,lágrimas de uma vida,lágrimas de uma morte.
E Eu chorava e sorria sem sentir nada.
Apenas estava liberta...
Eu sentia dentro de mim.


Debra Roses Of Blood.

Minha Poesia.

Como agua que emana da tristeza de uma lágrima ferida.
Eu construí o meu rio de lamentos.
Como a praga que destroi a carne pragueja meu coração tenebroso.
Meu ser em febre.
Como a inocência de uma pequena criança,vive o meu silêncio.
Meu vazio sombrio,sobre mim.
Como o vento que esvoaça a vida,que não é visto apenas sentido.
O vento é minha vida que vive e que morre.
Como o assobio do vento é a minha poesia.
Escrevo e lamento de noite e de dia.
Lamento a minha poesia.


Debra Roses Of Blood. 

Tento esconder de mim.

Tento esconder as pequenas memórias de uma alma doente.
Tento esconder a dor desse veneno em minhas veias.
Tento esconder de mim a vergonha.
Tento esconder de mim a verdade.
Tento esconder a verdadeira essência pecaminosa.
Eu tento mostrar pra vida que não sou eu que estou doente.
Eu tento esconder o desprezo que tenho por minha vida.
Finjo que estou confusa para não acreditar na verdade.
Eu finjo não conhecer um mundo destruído.
Pra não temer que já é tarde.


Debra Roses Of Blood.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Anjo Caído.





Meu mundo pegou fogo nessa amargura sublime.
Nesse tormento depressivo...
Minha alma partiu em mil pedaços,minha vida pútrida e pequena...
Minha indecência humana.
Sou uma criança inocente pelo mundo.
Sou um anjo amaldiçoado pelos céus.
Meu céu negro de desespero.
Mil lágrimas minhas caíram sobre a terra,meu sangue derramado em vão.
Minha verdade viva,suas verdades escondidas.
Sou um anjo negro que se esconde no sombrio da noite...
Pela vergonha mutua de ser real.


Debra Roses Of Blood.

Fallen Angel


My world was on fire this sublime bitterness.
In torment depressive ...
My soul broke into pieces, my life and putrid little ...
My human indecency.
I am an innocent child in the world.
I'm an angel cursed the heavens.
My black sky of despair.
Thousand tears fell on my land, my blood shed in vain.
My living truth, their hidden truths.
I am a dark angel who hides in the dark of night ...
By mutual shame of being real.



Debra Roses Of Blood.