segunda-feira, 20 de julho de 2015

Desabafo

Eu pensei que tudo mudaria ao meu redor,pensei que me sentiria bem.Mas foi tudo uma ilusão continua a dor em meu coração.
Vivo com medo do mundo,vivo com medo de mim,do que posso me transformar,mas nunca me destruir como o mundo se destrói.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Me escondi.

Me afundo em desespero quando vejo meu medo e nesse tempo,me escondi.
talvez seja o segredo ou um inútil desprezo que me faz chorar.
Meu coração ainda dói e as lamúrias me corrói quando quero caminhar.
Essa profundeza é perpétua,minha alma é dileta condenada a sangrar.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Partindo.

E vem o dia quando acordo.
E junto vem as magoas de um sonho durante a noite.
E vem a tristeza que abraça a alma,e apenas o vento nessa hora me acalma.
E a frieza me abraça forte,quando estou longe de tudo.
E no meu quarto sinto o cheiro da solidão purpúrea em um vidro.
E o coração desaba no choro de uma ilusão.
Tudo está tao ausente agora.
Tanto vazio numa alma.
Me sinto morrendo a cada segundo,sim,a morte vem vindo.
A dor vai me consumindo.
A triste criança vai se despedindo.
Nem o amor restará para se tornar uma memoria.
Nem uma foto será o suficiente para provar que existi.
E é por cada segundo que lamentando...
Vou desistindo.

terça-feira, 12 de março de 2013

Eu era.

Era o sol quem iluminava o que eu era,mas na verdade você que nunca me conheceu.
Eu nunca mudei.
Nunca falhei.
Eu apenas precisava me encontrar.
Não morri.
Não tive medo.
Nunca tive segredo.
Eu sempre assim fui.
Apenas me encontrei.
Você chora agora,suas lagrimas não me atingem mais.
Eu não te conheço mais.
Não te encontro mais.
Eu te neguei.
Não era amor que eu guardava para você,era apenas pena.
Pena de te ver sofrer.
Últimos sonhos.
E você irá me esquecer.

Menino solitario.

Eu estava simples mente em silencio,quando o vento me abraçou.
A noite tao fria que eu nem sentia.
Apenas ouvia longe a sua voz...
Sim como um choro que me fazia sofrer na noite,e foi quando eu lembrei que
Todas as alegrias que senti com você,naquele meu mundo frágil acabou.
E dorme em mim agora uma dor que acorda quando estou fraca.
Não tenho mais medo do escuro que você deixou em minha alma.
Não tenho mais medo de ir com você.
Meu sonho,minha luz perdida.
E muitos anos dirão o que eu signifiquei para você.
E eu te amo,menino solitário,meu único anjo,eu canto para você.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sem destino

Na escuridão da noite busco a minha alma.Em direção ao vale das sombras da morte eu caminho.Toda minha vida não passou de ilusões e incertezas,mas talvez agora,eu tenha compreendido o significado dela.Não pertenço mais a esse mundo.caminho entre os dois mundos.Não tenho mais forças e nem quero lutar contra isso.As sombras se aproximam cada vez mais de mim,e agora já é tarde pra voltar.Não sei onde vou parar,mas sei que talvez nesse mundo de sombras ,eu encontre o descanso que não tive na mentira que os hipócritas chamam de vida.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Abismo

Na escuridão da noite encontro meu refúgio.As ruas desertas dessa selva de pedra tornam-se meu lar.O vento frio da noite bate em meu rosto,parecendo  mil agulhas em fúria.Caminho na escuridão sem destino.As sombras  da noite me guiam nessa jornada de dor e incerteza.Talvez meu destino seja apenas um...Sumir no mais profundo abismo.Abismo esse,que apenas a morte conhece.

sábado, 27 de outubro de 2012

Noite




Ouço o cantar a noite.Sim a noite quando sorrir.Sento na estrada observando  você partir.E dentro dos meus olhos fechados as lágrimas que me pedem para sair.Estou escondida na noite,por que estou negra por ti.Sinta o resto de meu coração não sei se ainda bate,mas chama por ti.  Lady Debra

Calma



Calma ser.Calma minha alma.Calma ao me render.Estou aqui tão calma te vendo sangrar.Gota a gota brilha em minhas mãos.E sua alma tentando me tocar.Não há vingança para meu ódio.Perdi a calma e agora estou sorrindo de mim mesma.De minha vitória.  Lady Debra.

Insanidade


Insanidade matando a irmandade.Insatisfeito e imaginário.A droga da mente.A carne que debate indiferente.Devaneio da alma.Retirei a calma.Te arma.Fragmentos chamo de dor.Essa dor que não deixa morrer.E o amor?Sim,a desaparecer.  Lady Debra.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Chora na noite vazia para libertar as lagrimas.
chora na carne fria por morte virtuosa.
o tempo chegou de repente na chuva nebulosa.
a alma queimou ardente na solidão poderosa.

A vida esta sempre é ausente de tudo que se prepara.
ouve sempre um inocente para viver desgraça.
ouve sempre um impuro.
para viver  a graça.

Ouve noite por noite onde um povo chorava.
agora tudo está enegrecido.
na dor,na morte.
O povo  cala.

Lady Debra Roses Of Blood.

cega escuridão.


sou a lua vertida no sangue da juventude.
sou a porta aberta para não deixar entrar.
gotas de sangue em meu tapete.
meu corpo que não quer levantar.

voz de um Deus no meu coração.
meu pensamento perdido na imensidão do que sinto.
meu espelho na mão.

A criança vestida de branco.
vermelho das rosas no chão.
lagrimas de um longo castigo.
que cega a escuridão.

Lady debra roses Of Blood.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sinto...



sinto a porta bater quando ouço um estrondo.
sinto a fúria correr quando sou eu quem fujo.
sinto meu corpo morrer quando persigo meu luto.

olho o que me olha e respondo ao que não me ouve.
toco o que não me toca,toco todo instante.
toco lagrimas falhas quando toco o meu sangue.

recolho a carne fraca costuro todo o restante.
junto minha alma falha, quando a vida persegue avante.
recolho meus olhos cegos, de meu ser martirizante.

Lady Debra.

domingo, 22 de abril de 2012

Onde guardo a minha tristeza...
Onde componho a minha solidão...
Onde me refugio do destino...
O meu mundo de ilusão.
By: Lady Debra Roses Of Blood.

quinta-feira, 29 de março de 2012

vento.

vento envia em mim  ventania.
choros e sussurros de uma noite lenta e amarga.
meus ossos como pó quebrantado por céculos de força na terra.
um suspiro vindo de mim atormentador.
um cântico de solidão em minhas mãos.
uma alma tão  vazia como o sol.
onde queima toda a vida que me restou.
Margens de um lindo suspiro de dor.
É o que eu respiro.
O meu furor.
Praga morimbunda, ridicula ao meu favor.
Um sorriso que desprende a noite no frio da montanha que
desfarça.
Todo frio.
Toda a dor.
Todo o meu sentido.
Todo meu amor.

Lady Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Vaza meus pulsos.

Vaza meus pulsos tingindo  a prata.
Vaza meus olhos queimando as lagrimas.
A lua vela meu caminho sombrio.
Rastejando sobre as pedras sem achar a paz.
Sem achar lugar nenhum.
Meus pés atados por correntes que sempre carreguei.
E o vazio fala.
Eis a morte fugindo de mim.
Sombras que me enlouquecem.
Um tormento sem fim.
O pecado de minha alma.
O abismo infernal.
O bem e o mal.
Tudo igual.


Lady Debra Roses Of Blood.

Voe.

Voe...
Voe sobre o ontem memoriando o tempo perdido.
Voe sobre aquele sonho que escondi de você.
Desfaça o nó que sua garganta planejou.
Desfaça as cinzas de meu corpo que queimou.


Olhe o retrato caído pelo sopro do meu espírito sofredor.
E você diz não.
E a lagrima para no meio do espelho em minha mão.
Continue sonhando como um sonhador.
Estão rindo de você lá fora meu bem.
E eu protegendo seu coração.


A casa não está vazia sem meu ser.
Em cada canto tem minha memoria.
Você precisa ficar bem,eu eu também.
Lembra quando olhávamos a cidade atormentada la fora?
O vazio de cada ser?
Não somos vazios pois ainda tem o 'eu e você'.


Embora muitos anos passem e seu coração permaneça em cacos.
saiba que segurei sempre suas mãos.
sempre toquei o teu rosto.
sempre deitei em teus braços.
Amor eu sempre estive presente.


Lady debra Roses Of Blood.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Nunca vivi.

Sozinha vendo amargar as lagrimas que tocam minha boca.
Sentindo o coração enfraquecer com apenas um toque frio do mundo.
Me vendo caída e suja.
Morrendo triste.
É dia...
Já é noite.
tudo continua escuro aqui dentro da alma.
No meu mundo tudo negro.
A canção que canto sussurrando para os anjos da morte.
A canção que almejo entoar em meus gritos de dor.
O que você quer entender?
A dor?
O por que desse morrer?
Ou mesmo o dom das palavras?
Não há nada para se dizer quando o vazio espiritual diz tudo.
Minha alma morrendo.
O chão da minha cova cedendo.
Estou pronta para cair.
Estou pronta para ir manifestando a ingratidão de tudo que vive.
Vivi?
Nunca vivi nada.


Lady Debra Roses Of  Blood.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Amargor do veneno.

Pra conhecer o amargor do veneno que mata a alma.
Apenas outra alma na mesma dor.
Almas gêmeas na melancolia de viver na solidão.

Como um ser vivendo sem sentido.
Um ser tão frio e solitário.
Meu ser debate em desespero.
por que o meu coração é tão fraco em aceitar esse destino tão inútil.
Eu também reconheço tua dor oh doce criança.
Tu és solitária como eu.
Vinde a mim anjo cansado.
Vamos suprir nossas dores.
Vamos dividir nossas lágrimas e amargores.

Lady Debra Roses Of Blood.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Luto piedoso.

Piedoso luto.
Caminhos avantes sobre espinhos devastadores.
Piedoso luto.
A vida virou as costas para ti oh triste alma.
Abraça o piedoso luto.
Para sempre é um tempo que a maldita imperfeição reservou para ti oh fraqueza.
Se cobre no piedoso luto.
O caminho percorrido por dias traiçoeiros não acabaram pela tua ingratidão.
O piedoso luto não fracassou.
Sombra que anda cansada sem saída.
Sombra ferida que só faz chorar.
Chora pelo piedoso luto.
O Luto nunca te deixou.
Luto.
Luto por teu luto.


Debra Roses Of  Blood.

Chuva sangrenta.

O céu se formou em nuvens de sangue.
Chuva sangrenta sobre a face da terra.
O céu em pranto.
Lágrimas de morte.
Um pesadelo real.
Indícios marcantes do mal.
O horror de uma vida longa de medo e dor.
Uma vida sem viver.
Almas sofridas.
Almas cruéis.
Almas corrompidas.
Eu as vejo,com meu medo.
Com a minha dor.
Vejo o mar de tortura a minha frente.
Vejo o céu desabar em lágrimas cruéis sobre mim.
Vejo a luz se alimentar de minha angustia.
Vejo o universo desabar e eu continuo viva por fora.
Viva sem ser vista.
Viva como a morte que é percebida.
Pois hoje a morte vem,e amanhã a morte se desfaz.
Como o vento que se vai...
Quem parte é ficado para traz.


Debra Roses Of  Blood.

Talvez amanhã.

Talvez amanhã eu encontre minha alma perdida por aí.
Entre sombras que não conheço.
Talvez amanhã me veja como alguém que tenha merecido viver de verdade.
Talvez amanhã eu possa dizer que conheci o amor.
Talvez amanhã eu nunca tenha conhecido o que é dor.
Talvez amanhã eu possa sangrar até a morte ao invés de você.
Talvez amanhã seja eu deitada sobre a terra fria.
Talvez amanhã seja eu a receber em meu túmulo flores e lágrimas reais.
Talvez amanhã seja eu a sofrer por seu amor.
Talvez amanhã eu possa esquecer de tudo o que  sei, e senti ao perde-lo.
Eu desejo esquecer.
Esquecer o que sou.
Esquecer do amor que o deixou.


Debra Roses Of  Blood.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sobre demônios.

Flutuando num rio de lágrimas amargas que juntei ao naufragar.
Repousando sobre demônios que vivem a me atormentar.
Costurando minhas vestes brancas agora vermelhas e brilhantes.
Tingi com o meu sangrar.
Sim no inferno.
Eis o inferno ao meu lado.
Eis o campo de batalha no fim da morte.
Nenhum guerreiro a me salvar.
Sozinha.
Caminhando sozinha.
Lutando sozinha.
No final de meu tempo.
Em um instante.
Em um momento.
Estou sobre demônios que querem me atormentar.
Estou orando baixinho para que alguém perceba a minha dor.
Consumida pelo espírito do amargor.
Onde está aquela Bela Dama que eu fui?
O tempo me apagou.

Debra Roses Of Blood.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sangue e morte.

Tão pútrida e revestida.
Vermes e criaturas insanas.
Vergonha de viver.
Terra perdida.

Sangue e morte que a noite esconde.
Rastejando contra o medo.
Implorando por poder.
Desejando para a morte socorrer.

No mundo a sugeira vive.
Com criaturas estranhas a prosseguir.
Sem vida e sem amor é que se vive.
Oh Deus será se o amor existe?

Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tudo se apagou.

A ti cair da aurora tua retina serena a me espreitar.
A ti velha onda do norte que vai e que flutua por meu lento andar.
Com velhas marcas e flores mortas rabiscando pelas sombras que pairam ao meu peregrinar.
Sombras que rondam me enlouquecendo loucura infernal,que me fazem cair e chorar.
O que outrora havia vida agora a luz já apagou.
Estou ascendendo velas adornando meu esplendor.
Sozinha como uma criatura moribunda não adianta mais sufocar.
Por que até o último brilho de meu sorriso no mar profundo morreu.
Sou agora vestígios de um espírito vago.
Aquela que nunca ganhou o amor.

Debra roses of blood.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vida e Morte.

Junto ao seu sangue a espada refletia vida,
vergonha e medo.
Sangue sujo lavado pelo desprezo.
Uma vida insignificante ao chão.
A alma arrependida ao lado do corpo
chorava.
Chora agora por tudo que passou.
Uma vida inteira que não viveu nada.
Nenhum sorriso.
Apenas lágrimas.
Apenas olhares tremúlos ao vento.
Apenas uma dor tragada pelo tormento.
Uma aberração abaixo do véu.
Uma matéria nunca vista.
Ninguém viu seus debates de dores.
Ninguém sentiu a sua presença,ou
contemplou seus valores.
Ela nunca viveu...
De que vale no mundo eu sonhar?
Do que vale no mundo eu viver?
Eu fui um ser normal,mas ninguém me percebeu.
De que vale no mundo eu chorar?
Do que vale no mundo eu ser eu?
Se ninguém me estendeu a mão.
Apenas a fria lâmina me socorreu.


Debra Roses Of Blood.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Melodia de minha alma.

Oh,quanto é grande a minha dor e angustia.
Oh,quanto é grande o meu desprezo.
A solidão em mim soa como melodia.
A melodia da minha alma ferida.
Eu grito em desespero como um ser amarrado a tortura.
A minha alma está  morrendo.
Posso ver o céu se desfazendo.
Posso ver a vida derretendo.
Estou me afogando por dentro.
Desabafar comigo mesma alivia por um momento tão grande fardo.
Esse fardo é leve e suave.
Apenas desejo desaparecer antes que o mundo,
para não ver criaturas hipócritas a minha volta,
tentando se arrepender.


Debra Roses OF Blood.

Romance Vampiro.

A lua branda triunfante sobre os corpos caídos de desejo.
Desejo de sangue.
Desejo de amor.
A névoa da noite cinzenta corrompe dois corpos a dançarem em sintonia.
Em seus lábios venenos penetrantes.
A lua testemunha de cada detalhe insano.
Dois corpos se amando.
Amor de eternidade.
Amor e amizade.
No chão sangue.
Sangue na terra.
Sede.
Rogando a sede de um cálice selvagem.
A lua se desfaz nas cinzas do chão.
E os eternos amantes desaparecem na escuridão.


Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nua e serena.

Nua e serena.
Oh lua a contemplar dores.
Oh lua a qual seus olhos não fecham.
Lua que me ver hoje.
A mesma lua que presenciará o meu fim.
Lua bendita arranca de mim parte dessa
dor.
Liberta de mim essa doença.
O amor.
Que me faz sofrer e sentir dor.
Eu choro por que te vejo na minha escuridão.
Tão fria.
Tão quieta.
Tão eterna.
Sem coração.
Sem amar.
Eu te invejo bela lua.
Lua que ilumina perfeitamente a noite.
Meus olhos cansados já estão fechando.
Eu morrerei te contemplando.


Debra Roses Of Blood.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

É o fim.

É o fim.
O medo pulsa meu coração arfando.
É a dor.
É o frio na minha alma.
É o fogo massageando a minha pele.
Socorro!
É o que se ouve vindo das chamas.
Pecados sendo arrancados pelo fogo.
Blasfémias jorradas pelo ódio.
Almas de joelhos prostrados.
Implorando fim ao sofrimento.
Pobre crianças tolas.
Não há mais nada a fazer.
Apenas morrer e morrer e morrer.
Morrer e continuar vivo.
Morrer e não morrer.
Implorações a morte.
A morte não mais ouve.
Estamos ardendo no fogo.
Estamos queimando as pestes.
Queimando vidas.
Limpando feridas.
Pois já é o fim.


Debra Roses Of Blood.

Em cinzas.

Clama oh alma ferida.
Lamenta ao teu criador.
Recorre nas noites serenas.
Em vitupério a tua dor.


Vaga com a tua face fria.
Vaga com a tua face nua.
Oh canta sublime é teu canto.
Rogai a tua preciosa lua.


Chorai pois tão triste é o teu alegre.
Chorai a falsa grandeza da vida.
Fechai as portas do céu.
Andai na terra ferida.


Em galardão recolhe no vento as tuas
cinzas.
Em orgulho nega-te a doença do mundo.
Resguardai oh alma da mentira e do
medo.
Abre teus braços para a noite.
Volta ao teu abrigo profundo.


Lady Debra Roses Of Blood.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O guerreiro das sombras.

Ele veio do céu como um cavalo alado.
Bradejando com sua espada de fogo.
Em luta.
Em guerra.
Adorava a noite que encobria seus guerreiros da morte.
Seus olhos ardiam em ódio.
O bravo guerreiro das sombras.
A favor da morte que lhe traía.
O guerreiro de dor e ódio.
O guerreiro que se envolvia nos destroços
da vida.
E ria da podridão do mundo.
E ria da nação ferida que a si mesmo cortava.
O guerreiro era o mais vivo e seu choro o
mais alegre.
Por que o guerreiro via o mundo suicidar.
Vida por vida.
E o guerreiro da morte apenas a observava.


Lady Debra Roses Of Blood.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Horror e ilusão.

Ventos e trovões ressuscitam a minha
morte.
Como uma chuva fria que vem do norte.
A neblina mostra-me o caminho.
Atravessando o sangue de meus cortes.
Abraço o sepultamento da carne que
outrora foi vida.
A minha alma perdida no caminho da morte.
Outrora ajoelhei sobre a terra.
Sobre um impiedoso ato de humilhação.
A minha alma implorou aos Deuses.
Tira-me de tão grande aflição.
Traída pela triste vida,não me ouve receita
Não me ouve saída.
Meu corpo pouco a pouco em decomposição.
Mais vermes...
Mais mentira.
não há perdão.
Eu me levantei da terra.
Destinada a viver num mundo cheio de
horror e
ilusão.


Debora Roses Of Blood.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sem tardar.

Ao alvorecer de cada capítulo rabiscado
de minha vida deito na imensidão do deserto vigiando o norte a espera de que as areias frias me tragam mais do que as tuas tristes memórias.
Rabisco o chão martirizando meu próprio
sangue para ouvir você cantar.
Rogo ao que não me ouve mas eu prefiro
acreditar.
Que a dor é passageira e que breve é o
seu voltar.
Me passo por tola no mundo mas que não
me entende, nunca soubera o que é amar.
Pois é como a alma distante e um corpo
que não consegue se levantar.
É como a caminhada no horizonte e o nada
que ninguém consegue explicar.
Que os ventos me levem distante onde eu possa enterrar.
Tudo o que me mata e abrange.
Tudo que eu não quero citar.
Por que sou o silêncio que sofre bem longe
Que vive.
Que chora.
Que teme.
E não se tarda a esperar.


Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Deitada ao alvorecer.

Chamas negras nos meus mais tenebrosos
sonhos.
Imagens,velhos reflexos de mim no
espelho.
A mais perfeita tristeza.
Toco levemente o que me separa da realidade.
Eu me escondo por que ainda continuo sangrando.
Nos meus olhos invento o amor por traz
de uma cortina onde se esconde a minha dor.
Deito ao alvorecer ainda a esperar aquele que carrega a minha alegria.
Me deleitarei em seus braços.
Voarei pelo céu.
Caminharei sobre o mar.
Da vida terei repouso.
Quando eu descobrir o que é amar.


Debra Roses Of  Blood.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bilhete de adeus.

A minha alma despedaçada.
tocada por uma lamina gelada.
Sozinha sangrava.
Sozinha morria.
A minha alma sorria,sobre seu próprio pranto.
A minha alma caía.
Ela sorria para a escuridão que assim a perseguia.
Sua noite eterna...
Sua noite sombria.
Minha alma em seu berço de amor.
Presa em sua dor.
Minha alma caía.
É dor...
É amor...
É morte.
É sua amante dor.
É sua nobre despedida.
Um ultimo bilhete de adeus.
Seu único momento de vida.


Debra Roses Of Blood.

Na escuridão.

Minha alma canta inconsciente.
Minha alma rasgada por uma lamina quente.
Minha alma vagava...
Minha alma inocente.
Murmúrios de dor,uma dor sanguinária.
Uma dor comovente.
A dor em meu peito chora.
Consequente a sangrar e sangrar.
Minha vida em sangue.
Minha vida insignificante.
Minha alma sonhava num tempo passado.
Amava e matava com a dor ao seu lado.
Minha alma vivia.
Minha alma respirava.
Minha alma vazia.
E na escuridão a minha alma sorria.
Com o abraço sombrio de uma noite fria.
Minha noite eterna...
Minha doce alegria.


Debra Roses Of Blood.

sábado, 11 de junho de 2011

Pálido.

Dançastes como uma melodia embriagante.
Reflectistes uma beleza negra em meus
olhos contempladores.
Te abracei em nosso mundo perfeito.
Eu o amei.
O observei ao escrever este poema.
O vi como a vida que flui na criatura mundana.
Eu sentia a tua presença em mim.
Derramei meu sangue para escrever minha vida para ti.
Palavras guardadas de meu amor insignificante.
Eu tive medo de morrer contigo.
Você dorme pálido em meu reino.
Seu túmulo está em meu cemitério de dor.
Anjo dos meus sonhos.
Minha dolorosa lembrança,vestida em tuas vestes negras,feitas por lágrimas de meu
amor ferido.
Meu amor que foi enterrado contigo.


Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O adeus do amor.

Ele surgiu da neblina.
Em suas mãos haviam ataduras.
Ele era pálido como a lua.
Ele chorava.
Sua voz era um eterno silêncio.
Ele me falava através de seus olhos.
Ele sorria.
Ele mentia.
Senti o fardo de sua dor,quando ele mostrava seus espinhos.
Seu corpo temia.
Ele tocava o meu rosto murmurando
algo que eu não compreendia.
Mas suas lágrimas falavam tudo o que eu sentia.
Meu coração também sangrava.
Ao lado daquele precioso ser.
Pude ver que ele me amava.
O primeiro raio de luz solar nos separou.
Num adeus distante ele me acenou.
Me mostrando seu corpo caído no quarto.
Ele era meu grande amor.


Debra Roses Of Blood.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Noite.

Rogo-te preciosa noite.
A tua preciosa beleza.
Amo-te com fervor e devoção.
Noite...
Deusa...
Minha amada.
Louvo-te com adoração.
Noite de encanto.
É pra ti que eu canto.
Vivo em teu mistério.
Minha preciosa noite.
Me entrego a tua miragem
Noite...
Meu açoite...
Minha vida ambulante.
Desejo ser fiel.
Desejo ser amada.
Desejo ser a tua aliada.
Aliada a minha noite.


Debra Roses Of Blood.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Terra de guerra.

Eu vivo rodeada por pessoas,mas essas pessoas são como o nada.
Eu vivo em um mundo,mas o mundo não vive em mim.
Eu vivo e sei que não vivo.
Sou como o ar e ninguém me ver.
Não desejo ser vista.
Desejo apenas ser esta criatura solitária amiga de si mesma.
Minha amiga,minha solidão.
Minha eterna companhia.
Minha estrada é um deserto pútrido.
Nos meus campos não tem mais flores.
No meu céu não tem mais sol.
No meu mundo não tem mais pessoas.
No meu mundo não tem amores.
No meu mundo não tem sorte.
No meu mundo não tem esperança.
No meu mundo só tem morte.


Debra Roses Of Blood.

Pobre criatura.

No mistério da noite eis a alma doente.
Eis uma criatura ferida por suas próprias
mãos.
Nada pode salvar a criatura.
A criatura está doente,seu sangue escorre de sua face,seu sangue quente.
A criatura se afoga em sua loucura.
É a maldição dos condenados.
A criatura clama...
Socorro,um socorro que não atende.
Sua esperança está enterrada junto de corpos insignificantes.
Somos a doença.
A criatura sofre se debatendo mas a morte apenas a observa ao longe.
Seu tormento é eterno,seu tormento é constante.
Pobre criatura a qual não posso salvar.
Não posso salvar a mim mesma.

Debra Roses Of Bood.

O fantasma.

Ele me contempla a noite enquanto eu durmo.
Enxuga minhas lágrimas quando eu choro.
Ele me abraça quando eu estou me lamentando.
Ele está presente quando eu abro meus olhos.
Sorri quando eu chamo seu nome.
Ele permanece junto a mim na escuridão e quando raia o dia ele desaparece.
Ele me ama por que sacrificou seu sono para ficar comigo.
Ele me espera.
Ele me chama.
Posso ver o outro lado da vida através de seu ser.
Seu reflexo em meu quarto.
Eu ouço o seu chamado.
O chamado do meu lindo fantasma.
O fantasma que vive ao meu lado.

Debra Roses Of Bood.

Minha triste vida.

Vida minha triste vida.
Vida a qual lamento constantemente.
Vida a qual eu choro por sua triste sorte.
Vida assombrada por minha alma sofrida.
Desejo a tua inimiga morte.
A qual se esconde de mim e sempre foge.
Minha amada e sombria esperança me sustento em ti minha sorte.
Lamento dia a dia por esta mesma agonia,
que me assola,que me assombra,que me devora.
Lamento por mim,por minha frieza,por minha moleza.
Lamento pelo que eu vivo.
Lamento pelo que escrevo.
Lamento ainda mais pelo meu desprezo.
Pois eu vivo sem sonhar,vivo e me esqueço.
Debra Roses Of Bood.

Viúva da morte.

Dai-me os teus desejos estrelas de sangue.Dai-me a vida de uma alma caída.
Julgo-me perfeita nessa beleza estotiante.
A noite inveja o meu luto.
Faz-me ouvir teu lindo canto de amor...
De dor...
De morte.
Eu já não choro mas em teu túmulo,a frieza de tua face congelou meus sentimentos.
Faz-me ouvir tua voz preciosa.
A alegria de teu descanso.
Assim como a frieza da chuva que vem do norte.
Eu amei apenas a tua morte.

Debra Roses Of Blood.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Você não existia.

Eu joguei flores em tua porta,mas a porta
permaneceu fechada.
Escrevi poemas de meu amor e te entreguei,mas tu desprezastes meu coração.
Sorri quando você sorria.
Chorei quando você chorava.
Eu seguia os teus passos dia após dia.
Eu te tocava e você não me correspondia.
Eu te protegia.
Eu observava quando você dormia.
Me reprimia pelos cantos quando você se escondia.
Eu te tocava,mas você não me sentia.
Te abraçava,mas você não existia.

Debra Roses Of Blood.

Vale das sombras.

Eu preciso acordar desse sonho doente que criei com todo o meu ódio.
Alimentei minha tristeza por muito tempo.
Chorei sem cessar por muitos séculos.
Agora eu preciso acordar.
Minha alma adormeceu na espera de uma solução para essa aberração que perambula no vale da solidão.
Eu preciso ascender a última vela para quando a escuridão me abraçar.
Eu creio que seja tarde agora para voltar atràz.
Eu preciso acordar agora.
Eu preciso me libertar das correntes.
Eu preciso retornar a minha vida.
E encontrar meu caminho de volta...
Eu quero acordar agora.

Debra Roses Of Blood.

Funeral.

Seu coração pulsava lentamente com as últimas palavras de um ser doente.
O céu resplandecia em cinza,até o céu parecia estar em luto.
Minhas lágrimas lavavam seu rosto e ao caírem no chão se transformavam em sangue.
Seu corpo estava frio.
E eu estava do seu lado.
Com um véu negro cobri sua face.
Eu desejei cobrir a minha tristeza que era notada através de meus olhos cansados.
Eu sentia a tua presença se ausentar a cada momento que eu segurava tuas mãos já pálidas.
Eu ouvia o teu adeus mais distante a cada momento que eu te implorava pra voltar.
E cada vez mais eu mergulhava no teu mal.Eu morria por dentro em teu funeral.

Debra Roses Of Blood.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Meu anjo.

Ele deitou do meu lado tocando a minha pele.
Seu corpo era frio e calado.
Ele fechou seus olhos e mente.
Seu corpo confundia as rosas,rosas vermelhas mergulhadas em seu corpo e abrigo.
As rosas cobriam seu corpo num abraço que fincava as forças.
Meu abraço jamais o tocou.
Eu nem mesmo pude arrancar a atadura de seus lábios.
Nem mesmo liberta-lo do veneno que sucumbia em suas veias.
Eu não pude salva-lo.
Eu não pude ama-lo.
Eu jamais consegui tocar suas asas que celavam minha angustia.
Jamais consegui provar pra mim mesma que em meu toque esse anjo era real.
Eu não consegui ama-lo.
Esse foi meu mal.

Debra Roses Of Blood.

Minhas palavras.

Palavras sangravam sobre a folha de papel.
Palavras de uma alma sem cura.
As palavras choravam contando sua própria morte.
As palavras em tristeza se calavam.
As palavras perseguiam a noite,a chuva,o frio.
Num silêncio pavoroso.
As palavras fugiam quando davam conta que o sangue acabava.
Suas palavras pálidas como o vento desapareciam na poeira.
As palavras me abraçaram como eu, a alma pequena,minhas palavras que sangravam.
Minhas palavras que tentavam me salvar.
Temendo que não mais,me houvesse vida.
Minhas palavras de morte...
"Minhas palavras feridas.

Debra Roses Of Blood.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Alma sem nome.

Sentada sobre os túmulos posso ouvir os
sussurros desses corpos.
Corpos se desfazendo como a poeira no deserto.
Ouço choros a minha frente pessoas que desejariam ainda viver.
Tenho pena de mim.
Tenho pena de não morrer.
Deitada sobre um túmulo frio.
Um túmulo frio e sem nome.
Uma alma que não teve passado.
Uma alma que não viveu.
Essa alma sempre se esconde.
A essa alma dou o meu nome.
Tristeza,solidão e dor.
Uma alma ainda vazia,em busca de seu amor.
A alma ainda canta na esperança de que alguém lhe ouça.
A alma ainda dança tristemente como eu era quando criança.

Debra Roses Of Blood.